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Israel

Oficialmente, Israel é designado como Estado de Israel. Localiza-se no Médio Oriente, ao longo da costa do Mar Mediterrâneo. É uma democracia parlamentar. Faz fronteira com o Líbano a Norte, com a Síria a Nordeste, com a Jordânia e a Cisjordânia a Leste, com o Egito e a Faixa de Gaza a Sudeste e por fim, com o Golfo de Aqaba, no Mar Vermelho, a Sul.

Deste modo, o Estado de Israel, apesar de ter um território relativamente pequeno, no que diz respeito à sua geografia, abrange diversas particularidades. Pois tendo em conta as suas leis básicas, o país é determinado como um “Estado Judeu e Democrático”. Assim, é o único Estado, no mundo, em que a maior parte da sua comunidade é judia.

A Assembleia Geral das Nações Unidas, no dia 29 de novembro de 1947, recomendou a adesão e implementação o Plano de Partilha da Palestina, tendo como objetivo a substituição do Mandato Britânico. Após um ano, a 14 de maio, David Ben-Gurion – chefe executivo da Organização Sionista Mundial (WZO) e Presidente da Agência Judaica (Sochnut) para a Palestina – promulgou a criação de um Estado Judeu, que fosse independente do controlo britânico, em Eretz Israel, que pode ser designado por Terra de Israel ou Estado de Israel.

No dia seguinte à criação do Estado de Israel, as nações árabes invadiram-no como forma de demonstrar o seu apoio aos países árabes vizinhos. A partir deste dia, Israel enfrentou várias guerras com os Estados Árabes. No decorrer das mesmas, conseguiu ocupar os territórios da Cisjordânia, Península do Sinai, Faixa de Gaza e as Colinas de Golã. Partes destas áreas ocupadas, incluindo Jerusalém Oriental, foram agregadas. Só a fronteira com a Cisjordânia é que ainda não foi anexada de forma estável. Deste modo, Israel assinou Tratados de Paz com o Egito e a Jordânia, no entanto as tentativas realizadas não conseguiram colocar fim ao conflito. 

O centro financeiro de Israel é Telavive. A sua capital é Jerusalém, apesar de ainda não ser reconhecida como tal pela comunidade internacional, sendo a cidade com mais população de todo o Estado de Israel. Conforme o que foi determinado pelo Escritório Central de Estatísticas de Israel, a sua população, em 2019, foi estimada em 9 milhões de habitantes. Dos quais 6,7 milhões são judeus. Seguem-se os árabes, formando a segunda maior etnia do país, com 1,9 milhões. No entanto, a maior parte dos árabes-israelitas são muçulmanos. Existe uma população significativa de beduínos do Negueve e de cristãos árabes, porém em menor número. A restante população é composta pelos drusos, circassianos, samaritanos, maronitas (sendo estas denominações étnicas e etno-religiosas).

No que diz respeito ao regime político, Israel é uma democracia com sistema parlamentar. Esta denominação significa que o Primeiro-Ministro é o Chefe de Governo e o Knesset – Parlamento – representa um corpo legislativo formado apenas por uma câmara (unicameral). Este país possui uma das mais altas esperanças médias de vida do mundo, além de ser considerado um país desenvolvido. É membro integrante da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) e da ONU (Organização das Nações Unidas). Em 2011, o PIB (Produto Interno Bruto) foi o 40º maior do mundo, sendo o país com o mais elevado padrão de vida do Médio Oriente. Porém, as organizações como a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch têm criticado as políticas adotadas por Israel no que diz respeito aos palestinianos. O país é apoiado bélica e financeiramente pelos EUA (Estados Unidos da América), e por alguns países europeus, Reino Unido e Alemanha.

Etimologia

            O primeiro registo histórico onde surgiu a palavra Israel foi num documento egípcio chamado Estela de Merneptá, datado do final do século XIII a.C. A palavra Israel é a única que significa POVO, por isso consegue-se diferenciar das restantes palavras presentes no mesmo documento em relação às populações de cidades-Estado, sugerindo uma identidade singular em relação à dos seus vizinhos.

            No meio académico, a palavra Israel aplica-se através de uma forma verbal semita ocidental (árabe e hebraica) – śārâ – que significa lutar, prevalecer, reinar com… e do nome teológico El – que significa Deus. Estas designações sugerem que o próprio povo poderá ter iniciado o seu uso, uma vez que poderiam considerar-se portadores desta identidade cultural e de uma noção comum de religiosidade (culto a El), assim como, uma vocação nata para a guerra.

            A tradição judaica atribui as iniciais dos patriarcas e das matriarcas à sigla hebraica, os quais deram origem ao povo de Israel:  Isaac e Jacó (י), Sara (ש), Rebeca e Raquel (ר), Abraão (א), Lea (ל). A etimologia da palavra é ainda sugerida na passagem bíblica de Gênesis, capítulo 32, verso 28. Aqui, é narrada a luta de Jó contra um anjo de Deus, na qual o primeiro sai vencedor. Após a luta, Jó recebe de Deus o nome Israel, mantendo-se desta forma a memória e a identidade do povo através dos anos, e esclarecendo as normas da relação deste povo com o divino.

            Atualmente, o país Israel é denominado por Medinat Yisrael ou Estado de Israel. Outras propostas terão sido rejeitadas, como por exemplo, Eretz Israel – que significa Terra de Israel -, Sião e Judeia. Utiliza-se o termo hebraico, israeli (israelita), para designar um cidadão de Israel. Este termo foi decretado e anunciado pelo Ministro das Relações Exteriores de Israel, Moshe Sharett, após a Independência. Em português, os cidadãos de Israel são denominados por israelenses (no Brasil) ou israelitas (em Portugal e nos PALOP).

História – Raízes históricas

            A história da Antiga Israel inicia-se no século XX a.C. e termina com a expulsão e Diáspora do povo judaico, no século I. Este deslocamento forçado deu-se na área do Mar Mediterrâneo, do Deserto do Sinai, das Montanhas do Líbano até o Deserto da Judeia. A história da Antiga Israel foca o seu estudo, especialmente, no povo judeu que viveu durante este período e por conseguinte em todos os outros povos que coabitaram com este, como os filisteus, fenícios, moabitas, idumeus, hititas, madianitas, amoritas e amonitas. Deste período histórico permaneceu a escrita clássica, o Tanakh ou Bíblia hebraica – conhecida pelos cristãos como Antigo Testamento -, o Talmude, o livro etíope Kebra Nagast e escritos de Nicolau de Damasco, Artapano de Alexandria, Fílon e Josefo. Também as descobertas arqueológicas realizadas no Egito, Moabe, Assíria ou Babilónia, tais como os vestígios e inscrições são outra importante fonte de informação acerca deste período

            Desde os tempos bíblicos que a Terra de Israel, em hebraico Eretz Israel, é sagrada para o povo judeu. Segundo a Torá, que significa instrução ou lei, a Terra de Israel tivera sido prometida por Deus aos primeiros homens representantes do povo judeu, Abraão, Isaac e Jacó, como sendo a sua nação. No entanto, os estudiosos entendem este período no início do segundo milénio a.C. Através destes, sabe-se que a Terra de Israel possui um lugar de eleição nos deveres religiosos judaicos, uma vez que abrange os locais mais importantes relativos ao judaísmo, como por exemplo, os restos do Primeiro e do Segundo Templo do povo judeu.

            A partir do século X a.C., vários reinos e estados judaicos controlaram intermitentemente a região, tendo durado 150 anos para o Reino de Israel, até serem conquistados pelos assírios, em 721 a.C., e durou quatro séculos para o Reino de Judá, até este ter sido conquistado por Nabucodonosor, em 586 a.C., posteriormente deu-se a destruição do Templo de Salomão pelos babilónicos. Passado vários anos, em 140 a.C., a rebelião dos Macabeus fez com que fosse instituído o Reino Asmoneu da Judeia, que só se manteve independente cerca de 77 anos. Quando Pompeu, em 63 a.C., conquistou Jerusalém, este reino que era independente passou ser tributário do Império Romano.

            Por consequência das expulsões em massa dominadas pelos povos assírios, babilónicos, persas, gregos, romanos, bizantinos e sassânidas, a presença judaica na região diminui drasticamente. Principalmente, após o fracasso na terceira guerra judaico-romana, também conhecida como revolta de Barcoquebas, contra o Império Romano, em 132, tendo resultado na expulsão da maioria dos judeus. Enquanto lideraram, entre 135 e 390, os romanos nomearam aquela região de Síria Palestina, com o intuito de extinguir todos os vínculos judaicos que pudessem existir naquela terra. Porém, apesar de minoritariamente, a presença judaica manteve-se na Palestina, uma vez que alguns judeus da Judeia se deslocaram para a cidade de Tiberíades, na Galileia. Assim, no início do século XII, ainda, era visível a presença de pelos menos 50 famílias judaicas naquela cidade.

            Durante esse período, foram compostos, naquela região, dois dos textos mais importantes conhecidos como, a Mishná e o Talmud de Jerusalém. Por conseguinte, durante os primórdios das conquistas muçulmanas, a região foi conquistada pelo Império Bizantino, em 638. Nessa época, foi inventado em Tiberíades o niqqud hebraico, ou seja, a ortografia do idioma hebreu. A área continuou a ser conquistada, tendo sido dominada pelos omíadas, abássidas, cruzados, os corésmios e mongóis. Mais tarde, tornou-se parte integrante do Império dos mamelucos, entre 1260 e 1516. E, por fim, foi conquistada pelo Império Otomano, em 1517.

            Apesar de os judeus terem tido presença permanente na Palestina, os judeus que se mantiveram desde o início das conquistas foram reduzidos à comunidade rural de Peki’in, uma vez que eram árabes em tudo menos na religião. No que concerne aos séculos XII e XIII, existiu um movimento, ainda que diminuto, de imigrantes judeus para a região, principalmente, vindos do Norte de África.

            Em 1492, após sair o Decreto de Alhambra, uma quantidade significativa de judeus, expulsos de Espanha, partiram em direção à Terra Santa, que se localiza entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo. Porém, fixaram-se nas cidades onde podiam viver da caridade e do halukka, que significa coleta de fundos, enviado pelos seus pares na Diáspora.

            No princípio do domínio Otomano, em 1517, essa terra tornara-se uma região esquecida do Império, o que levou a consequências gravíssimas para aqueles povos. Desde a diminuição da população devido à pobreza extrema, ao aumento exorbitante dos impostos, às doenças geradas pela falta de higiene e à falta de segurança que se fazia sentir. Neste período, a população era em grande parte muçulmana. Importa salientar que desta 10% eram católicos. Em 1777, iniciou-se a volta dos judeus europeus a esta região, unindo-se à pequena comunidade sefardita existente. 

            No que diz respeito ao período de 1800, a população judaica tivera aumentado e estimava-se em 3 mil habitantes, que viviam confinados às “Quatro Cidades Sagradas”, Jerusalém, Hebrom, Safed e Tiberíades. No entanto, estes judeus não estavam preparados para a pobreza desta região, uma vez que não conseguiam um emprego, e, por conseguinte, não podiam comprar terras. Assim, os judeus europeus foram obrigados a viver na miséria, sucumbindo-se do halukka, a coleta de fundos. No entanto, a população judaica continuou a aumentar e, em 1850, representavam metade da população de Safed, Tiberíades e Jerusalém.

Sionismo e o Mandato Britânico

            Atualmente, a principal onda de imigração é conhecida por Aliyah, em hebraico עלייה, teve início em 1881, aquando do ataque violento massivo conhecido por pogrons, na Europa Ocidental, o que levou à saída dos judeus. No entanto, há quem diga que a maioria dos judeus vindo da Europa, entre 1880 e 1929, tinham como principal destino os países africanos e não a Palestina. Porém, até o início da Segunda Guerra Mundial, compreendida entre 1939 e 1945, muitos judeus deslocaram-se até à Palestina.

            Apesar de o movimento político sionista já existir, Theodor Herzl foi eleito como fundador do sionismo político. Este movimento foi inspirado no nacionalismo alemão, que tinha como principal objetivo estabelecer em Estado judaico, na Terra de Israel. Procurando, assim, uma solução para a questão judaica. Herzl, em 1896, publicou o livro Der Judenstaat, que significa O Estado Judeu, perspetivando a sua perspetiva de um futuro Estado judeu. Em 1897, o mesmo presidiu o primordial Congresso Mundial Sionista, também conhecido como O Parlamento do Povo Judeu.

A segunda Aliá, durou entre 1904 e 1914, e teve início após o primeiro pogrom de Kishinev, o que deu origem à fixação de 40 mil judeus na Palestina. Quanto à primeira e à segunda onde de imigração deu-se relativamente aos judeus ortodoxos. No entanto na segunda Aliá, surgiram alguns socialistas precursores, e criaram o movimento kibutz, que significa coletividade comunitária israelita. No decorrer da Primeira Guerra Mundial, a 2 de novembro de 1917, o Ministro Britânico das Relações Exteriores – Arthur Balfour – emitiu um documento, que ficara conhecido como a Declaração Balfour, onde redigiu a seguinte frase, “O Governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o Povo Judeu…“. Porém, a declaração foi alterada e acrescentaram, “que seja claramente entendido que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas na Palestina, ou os direitos e estatuto político usufruídos pelos judeus em qualquer outro país”, a pedido de Edwin Samuel Montagu e de Lord Curzon.

A Legião Judaica composta, sobretudo, por um grupo de voluntários sionistas, ajudou os britânicos na conquista da Palestina. O uso do termo “lar nacional” inquietou os árabes devido à sua ambiguidade. De forma a sossegá-los, a 7 de novembro de 1918, o Reino Unido assinou em conjunto com a França uma declaração conhecida como Declaração Anglo-Francesa. Esta celebrava um objetivo comum a estes países, “a libertação final e completa dos povos que há muito vêm sendo oprimidos pelos turcos, e o estabelecimento de Governos nacionais e administrações [na Síria, Iraque e Palestina] cuja autoridade deriva do livre exercício da iniciativa e escolha por parte das populações indígenas“. Em 1919, num memorando governamental interno, Balfour proclamou que não tinha qualquer intenção de consultar os habitantes da Palestina, no que diz respeito às suas aspirações, contradizendo a Declaração de 1918 e a Declaração Balfour, em 1917, onde prometera não prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas da Palestina. Este desrespeito levou a afrontas na Palestina, em 1920, contribuindo para a formação da organização judaica, conhecida como Haganah – a Defesa -, da qual posteriormente originou dois grupos, Irgun e Lehi.

A Liga das Nações, no ano de 1922, atribuiu ao Reino Unido um Mandato na Palestina em circunstâncias idênticas à Declaração Balfour, de 1917, mesmo com a população muçulmana a prevalecer, nesta área. Já em Jerusalém, a maior zona urbana da região, a população era predominantemente judaica. Quanto à terceira e quarta Aliá, compreendidas entre 1919 – 1923 e 1924 -1929, respetivamente, conseguiram reunir 100 mil judeus na Palestina. Durante a terceira Aliá, em 192, os britânicos impuseram quotas a todos os imigrantes, o que originou a disposição do território destinado ao Estado judaico à Transjordânia.

No ano de 1930, o aumento do nazismo gerou a quinta Aliá, o que levou a um aumento significativo de judeus, perfazendo um total de 250 mil, até ao momento.  Este aumento gerou a Grande Revolta Árabe, compreendida entre 1936 e 1939, e levou a que os britânicos verificassem a imigração através do Livro Branco de 1939. Neste período, todos os países do mundo estavam a receber refugiados judeus vindos do Holocausto. A este movimento clandestino dá-se o nome de Aliyah Bet e foi delineado especialmente para transportar judeus para a Palestina. Na altura da Segunda Guerra Mundia, 1939 – 1945, os judeus já perfaziam um total de 33% dos habitantes da Palestina. Um número bem significativo, tendo em conta que, em 1922, representavam 11% da população. 

Pós-Segunda Guerra Mundial

            Após a recusa do Livro Branco de 1939 por parte dos líderes sionistas, em 1942, o Reino Unido viu-se cada vez mais envolvido num conflito, bastante violento, com os judeus. Deste modo, foram levados a cabo pelos sionistas vários ataques armados contra os britânicos. Destes ataques realça-se o assassinato do Ministro de Estado britânico, Lord Moyne, no Cairo, em novembro de 1944, pelo Stern Gang, que era chefiado por Yitzhak Shamir e também a explosão do Hotel King David pelo Irgun, comandado por Menachem Begin, em 1946. Um ano depois da explosão, o Governo britânico, tendo em conta a responsabilidade política e económica que representavam aqueles ataques na Palestina, resolveu terminar com o Mandato, proferindo que seria impossível de chegar a uma solução plausível tanto para os árabes como para os judeus.

Plano da ONU de partilha da Palestina

            Com todos estes conflitos, a ONU – Organização das Nações Unidas – sugeriu que fosse aplicada uma medida, aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas através da Resolução 181, de 29 de novembro de 1947, que consistia na divisão da Palestina em dois Estados, um árabe e outro judeu. Com a aplicação desta medida, a cidade de Jerusalém conseguiria um estatuto de cidade internacional, ou seja, um corpus separatum, e seria gerida pela ONU, evitando assim mais um conflito, desta vez, acerca do seu estatuto.

            Esta separação proposta pela Comissão Especial das Nações Unidas (UNSCOM, sigla em inglês) atribuía à população judaica 56% do território e 44% à população árabe. Desta forma, a divisão da população indicava que no Estado árabe ficariam a viver 818 mil palestinos, acolhendo 10 mil judeus. O Estado judeu albergaria 438 mil palestinos entre os 499 mil habitantes judeus. Concluindo, o Estado judaico possuía a maioria das terras férteis e 1.200 aldeias palestinas, porém 400 dessas aldeias estavam contidas no seu interior.

            Após a apresentação destas medidas, a Agência Judaica decidiu aceitar o plano, no entanto não limitou o que seria o Estado judaico à área determinada na Resolução 181. Este estratagema por parte da Agência Judaica fez com que a Alta Comissão Árabe, a 30 de novembro de 1947, rejeitasse o proposto anteriormente, sempre com a expectativa de que o plano fosse revisto e surgisse uma proposta alternativa. No entanto, a Liga Árabe não tinha em mente uma intervenção armada na Palestina, à qual a Alta Comissão Árabe era contra.

No dia que se seguiu à recusa do plano, toda a Palestina ficou coberta pelo conflito armado. Haganah e os voluntários internacionais, que fazia parte das organizações paramilitares sionistas, reuniram-se e começaram a “defesa agressiva”, assim denominado por David Ben-Gurion. Com esta estratégia qualquer ataque realizado pelos árabes teria uma resposta imediata, o que incluía o extermínio da área, a expulsão de todos os habitantes e a captura da posição. Por conseguinte, em março de 1948, foi posto em prática o Plano Dalet, que levou a cabo a apreensão de aldeias, bairros e cidades árabes.

Em abril do mesmo ano, dois acontecimentos importantes originam zonas de colisão através da Palestina e de todo o território árabe: o óbito de Abd al-Qader al-Husseini, quando defendia a aldeia árabe de Al-Qastal e o massacre realizado por Irgun e por Stern Gang à aldeia de Deir Yassin. Estas ocorrências conduziram a que fosse considerado pelos países árabes, pertencentes à Liga Árabe, a realização de uma invasão à Palestina. Como consequência, a economia diminuiu e 250 mil árabes-palestinos fugiram ou foram expulsos.

Independência

            No dia anterior ao fim do Mandato Britânico, a 14 de maio de 1948, a Agência Judaica proclamou Israel como um país independente. No dia imediatamente a seguir, iniciou-se a Guerra da Independência, uma vez que o território do Mandato Britânico tivera sido alvo de uma invasão executada por cinco países pertencentes à Liga Árabe, Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque, apoiados pela Arábia Saudita, Iémen, Sudão e Marrocos. Em 1949, passado um ano, foi declarado um cessar-fogo e foi estabelecida uma fronteira, ainda que temporária, nomeada por Linha Verde. Os territórios que estavam agregados à Jordânia passaram a ser chamados de Cisjordânia e Jerusalém Oriental, tendo o Egito assumido o controlo da Faixa de Gaza.

            A 11 de maio do mesmo ano, Israel foi recebido como membro das Nações Unidas. No entanto, no ano anterior, de acordo com os dados das Nações Unidas, durante a guerra 711 mil árabes abandonaram o país. Nos dias de hoje, o destino destes refugiados palestinos causa discórdia no que diz respeito ao conflito israelo-palestino. Como forma de vingança, os Governos de vários países árabes e muçulmanos uniram-se e iniciaram uma política de perseguição, o que resultou na expulsão das populações judaicas, originando a expulsão de 700 mil habitantes, maioritariamente, acolhidos por Israel, entre 1940 e 1970.

            Nos primeiros anos após a formação do Estado de Israel, o movimento sionista liderado pelo Primeiro-Ministro, David Bem-Gurion, subjugava a política israelita. Desta forma, os anos que se seguiram ficaram marcados pela imigração em massa – Alivah – daqueles que sobreviveram ao Holocausto – Shoá – o que levou à perseguição de judeus em terras árabes. Num período de 10 anos, entre 1948 e 1958, a população de Israel cresceu de 800 mil habitantes para 2 milhões de habitantes, uma vez que a maior parte dos refugiados oriundos do Holocausto chegaram sem posses e por essa razão, foram acolhidos em campos temporários chamados de ma’abarot. Em 1952, o número de imigrantes que viviam em “cidades tenda” ultrapassava os 200 mil. A vontade de Bem-Gurion de resolver este problema, fez com que o mesmo assinasse um acordo com a Alemanha Ocidental, que provocou protestos de judeus, uma vez que estes eram contra à realização de “negócios” com a Alemanha.

            Em 1950, a Faixa de Gaza ainda estava sob o jugo egípcio, o que fez com que Israel fosse constantemente atacado por militantes. Passando-se 6 anos, Israel coligou-se secretamente com o Reino Unido e com a França com o objetivo de recapturar o Canal do Suez, que os egípcios anteriormente tinham nacionalizado. A Península do Sinais foi recapturada, o que levou ao recuo forçado de Israel devido à tensão criada pelos Estados Unidos e pela União Soviética, querendo em troca direitos marítimos de Israel, no Mar Vermelho e no Canal.

            Em 1951, Israel deteve um dos fundadores da Solução Final, Adolf Eichmann, que estava escondido na Argentina, trazendo-o a julgamento. Este teve um grande impacto na consciencialização da humanidade presente no que diz respeito ao Holocausto – Shoá. Sabe-se que Eichmann foi o único homem morto por Israel, porém, anteriormente, John Demjanjuk tivera sido condenado à morte, mas a sua execução foi anulada pela Suprema Corte de Israel.

Conflitos e Tratados de Paz

            Ao longo dos vários anos, os países árabes não mantinham relações diplomáticas com Israel, uma vez que não admitiam a existência do Estado judeu, lutando pela destruição do mesmo, principalmente árabes nacionalistas chefiados por Nasser. Em 1967, países como o Egito, Síria e a Jordânia com as suas tropas expulsaram as forças de Paz existentes, ONU, e bloquearam o acesso ao Mar Vermelho. Esta ação por parte destes países fez com que Israel reagisse, vendo isto como um casus belli. Deste modo, deu-se início a um conflito, chamado a Guerra dos Seis Dias. Neste conflito foi Israel quem saiu vencedor e conseguiu para si os territórios árabes há muito perdidos, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Península do Sinai e as Colinas de Golã. Desde o ano de 1949, a Linha Verde passou a ser a barreira entre Israel e os territórios ocupados. Porém, as fronteiras de Israel foram alargadas e passou a integrar a Jerusalém Oriental. No entanto, com a implementação da Lei de Jerusalém, em 1980, esta medida foi confirmada, o que terá levado ao reacendimento da polémica internacional acerca do estatuto de Jerusalém.

            Na guerra de 1967, os Estados Árabes fracassaram, o que levou à formação de novas organizações não estatais árabes, sendo a principal a Organização de Libertação da Palestina – OLP -, criada sob a máxima “a luta armada como única forma de libertar a pátria.”. No fim da década de 60 e no início da década de 70, foram lançados por grupos palestinos vários ataques contra alvos israelitas à volta do mundo, o que resultou num massacre a atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972, em Munique, na Alemanha. Israel não se deixou ficar e defendeu-se com a Operação Cólera de Deus. No decorrer desta operação militar, que tinha como principal objetivo encontrar e executar todos os que provocaram o massacre. Um ano depois, a 6 de outubro, dia sagrado do calendário judaico designado por Yom Kippur, Israel sofre mais um ataque vindo dos exércitos do Egito e da Síria. Só a 26 de outubro, Israel colocou fim a este conflito, apesar de ter padecido muitas perdas, conseguiu afastar as forças egípcias e sírias. Através de um inquérito interno, o Governo israelita foi descartado da responsabilidade do conflito, porém devido à insatisfação popular a Primeira Ministra, Golda Meir, colocou o seu lugar à disposição.  

            Em 1977, realizaram-se as eleições no Knesset, o que representaram uma mudança na história da política do país. O Partido Likud, liderado por Menachem Begin, passou a assumir o controlo do Governo, que até àquele momento tivera sido dominado pelo Partido Trabalhista. Ainda no mesmo ano, o Presidente Egípcio, Anwar El Sadat, visitou Israel, e assumiu pela primeira vez perante o Knesset o reconhecimento do Estado de Israel. Nos anos que se seguiram, Sadat e Menachem Begin assinaram o Acordo de Camp David e o Tratado de Paz Israel-Egito. Deste modo, Israel decidiu abandonar a Península do Sinai e avançou com as negociações para que os palestinos tivessem autonomia em toda a Linha Verde, mas nunca foi posto em prática. Após estes Tratados de Paz, Israel convenceu os judeus a acederem ao território da Cisjordânia, no entanto resultou em pequenos desacatos com os palestinos que já aí viviam.

            A 7 de junho de 1981 durante a Operação Ópera, o reator nuclear Osirak, no Iraque, foi fortemente bombardeado por Israel com a intenção de o destruir. Segundo os israelitas existiam suspeitas de que o Iraque iria servir-se deste reator para desenvolver as suas armas nucleares. Um ano depois, Israel participou na Guerra Civil Libanesa, acabando por eliminar completamente as bases da Organização de Libertação da Palestina. Como resposta foram atacados e lançaram mísseis ao Norte de Israel. Estes desacordos desencadearam a Guerra do Líbano de 1982. Resultando na retirada da maioria das tropas do Líbano por parte de Israel, 1986, todavia continuou até 2000 com uma “zona de segurança”. A Guerra das Pedras, em 1987, surgiu de uma manifestação espontânea por parte dos palestinos à ocupação israelita, tendo originado muita violência. Nos seis anos que se seguiram, a violência dos palestinos matou mais de mil pessoas. Em 1991, durante a Guerra do Golfo, a Organização para a Libertação da Palestina – OLP –, assim como os palestinos foram cúmplices dos ataques de mísseis lançados contra Israel por Saddam Hussein, líder iraquiano, com o objetivo de incentivar a entrada de Israel na guerra.

            Um ano depois, Yitzhak Rabin tornou-se Primeiro-Ministro e juntamente com o seu partido comprometeu-se com os territórios vizinhos de Israel. Em 1993, Shimon Peres e Mahmoud Abbas assinaram Acordos de Paz de Oslo, em representação de Israel e da Organização para a Libertação da Palestina – OLP. Estes documentos concederam à Autoridade Nacional Palestina a oportunidade de autogovernar partes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, com o intuito de legitimar o direito do Estado de Israel e de pôr fim ao terrorismo. A 26 de outubro de 1994, o Tratado de Paz Israel-Jordânia foi assinado. A Jordânia foi o segundo país árabe a regularizar as relações com Israel. A população árabe era contra os Acordos e resolveram elaborar o Massacre do Túmulo dos Patriarcas, de forma a mostrar o seu descontentamento pelo consentimento com os judeus e pela ruína das condições económicas. Mal Israel foi atacado pelos palestinos, o apoio da população israelita aos Acordos realizados anteriormente diminuiu. Acabando por, em novembro de 1995, Yitzhak Rabin ser assassinado por um partidário judeu de extrema direita. Este homicídio chocou o país.

            No fim dos anos 90, Israel era liderado por Benjamin Netanyahu. Com a assinatura do Memorando de Wye River, a 28 de setembro de 1995, o país abdicou de Hebrom, cedendo à Autoridade Nacional Palestina o controlo da região. Deste modo, Ehud Barak, que fora elegido para Primeiro-Ministro, em 1999, iniciou por tirar as tropas israelitas do Sul do Líbano e, durante a Cúpula de Camp David de 2000, realizou negociações com a Autoridade Palestina Yasser Arafat e o Presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. Durante esta conferência, Barak propôs um plano para a formação de um estado palestino na Faixa de Gaza e 91% da Cisjordânia, ficando com a posse de todas as fronteiras e dos principais rios, porém anexaria 12% do Vale do Jordão – região mais fértil da Cisjordânia – ao território israelita, garantindo a permanência entre 12 a 30 anos em 10% dessa região. Como era de esperar, Yasser Arafat não aceitou a proposta, e ainda exigiu que Israel se retirasse para as fronteiras de junho de 1967, como pré-condição. Após o fim das negociações iniciou-se a Segunda Guerra das Pedras. Em 2001, elegeram um novo Primeiro-Ministro, desta vez foi escolhido Ariel Sharon. Enquanto esteve no poder, Sharon elaborou um plano para a saída unilateral da Faixa de Gaza e comandou a edificação da barreira israelita da Cisjordânia. Passados 5 anos, em janeiro, Ariel Sharon foi vítima de um AVC – Acidente Vascular Cerebral -, que o deixou em coma, obrigando-o a entregar o comando do país ao gabinete de Ehud Olmert.

            A Segunda Guerra do Líbano deu-se em julho de 2006, devido a um ataque da artilharia do Hezbollah realizado à população da fronteira Norte de Israel e também ao sequestro de dois soldados israelitas. Este ataque durou cerca de um mês até o Conselho de Segurança das Nações Unidas ter colocado um cessar-fogo, que ficou conhecido como a Resolução 1701 da Organização das Nações Unidas.

            Um ano depois, a 27 de novembro o Primeiro-Ministro israelita, Ehud Olmert, e o Presidente palestino, Mahmoud Abbas, assentiram numa negociação acerca de todas as inquietações e batalhar por um acordo até ao final do ano de 2008. Em abril deste ano, o Presidente Sírio, Bashar al-Assad, divulgou a um jornal do Qatar que Israel e a Síria teriam chegado a um acordo e debateram um Tratado de Paz pelo período de 1 ano, sendo a Turquia o seu intermediário. No mês seguinte, tudo isto foi confirmado por Israel.

            No final do ano, em dezembro, o cessar-fogo que existia entre Hamas e Israel terminou, depois de terem sido disparados foguetes a partir da Faixa de Gaza, que era controlada pelo Hamas. Israel não se deixou ficar, e retorquiu com intensos ataques aéreos. No entanto, protestos surgiram por todo o mundo. Já em 2009, no terceiro dia do mês de janeiro milícias israelitas invadiram Gaza, assinalando o princípio de uma ofensiva terrestre.

            Em julho de 2014, surgiu outro ataque entre as forças militares de Israel e o Hamas, localizado na Faixa de Gaza. Este conflito durou cerca de dois meses e resultou na morte de mais de 2 mil pessoas, das quias 70 israelitas.

Geografia

            A área total do Estado de Israel é de 27.800 km2. Está delimitado pelas linhas de cessar-fogo e do autogoverno da Palestina. No que diz respeito à sua forma, é comprido e estreito. O seu comprimento é de 470 km, e a sua largura máxima é de 135 km. Faz fronteira com o Líbano, a Síria, a Jordânia, o Egito e o Mar Mediterrâneo. Divide-se em quatro regiões geográficas, sendo três faixas paralelas entre si e uma área árida enorme – possui lugares muito férteis na planície costeira do Mediterrâneo, que se totalizam em 40 km em direção ao interior de Israel. As suas cadeias montanhosas localizam-se a Nordeste, onde se situa o planalto de Golan, composto por rochas de basalto, estas resultam das várias erupções vulcânicas, e rodeiam o Vale do Hula. Seguem-se as montanhas da Galileia, que são constituídas por rocha calcária macia e dolomite, que vão até aos 1.200 metros de altura.

            Estas cadeias montanhosas fazem-se acompanhar de extensos corredores verdes. O Vale de Jizreel está no meio das montanhas da Galileia e as de Samaria, e é a área agrícola de Israel. Mais a Sul, veem-se cadeias rochosas. Observa-se o Negueve, que ocupa perto de metade da região. No entanto, esta região, à medida que vamos avançado, fica mais árida devido às planícies de arenito em cumes de pedras, às crateras, aos planaltos, às montanhas muito extensas e também às três crateras erosivas – para ter uma noção da sua grandeza, a maior mede 35km de comprimento – tudo isto faz com que esta região tenha um clima seco. Perto da cidade de Eilat e do Mar Vermelho, verifica-se elevações muito acentuadas constituídas por arenito e granito cinza e vermelho. A Oriente, é percetível a fenda Sírio-Africana, dividindo a crosta terrestre. Ainda a Oriente existe a área setentrional e fértil, uma vez que é atravessada pelo rio Jordão de uma ponta a outra. Este rio tem uma extensão de 300km e nasceu da neve derretida vindas do Monte Hérmon. Trespassa o vale do Hula e o Mar da Galileia, e é o mais extenso curso de água potável existente no país. Está localizado no meio de montanhas e do Planalto de Golan e desagua no Mar Morto – local mais baixo da Terra. O rio Jordão tem uma característica muito própria, é sempre estreito e não sobe de nível, mesmo durante as estações mais chuvosas, mantendo a sua profundidade máxima – 5,20 metros – e a sua largura máxima – 18,30 metros. A savana de Israel, Aravá, localiza-se a Sul do Mar Morto e vai até ao Golfo, possui um clima subtropical e águas profundas repletas de recifes de corais e uma diversa fauna marinha.

Clima

            No que concerne à meteorologia, em Israel, as temperaturas variam, principalmente, durante o inverno. Nas regiões montanhosas faz neve, o que as torna frias; o cimo do Monte Hérmon tem neve a maior parte do ano e na cidade de Jerusalém há um nevão pelo menos uma vez por ano. Contrariamente a esta região, as cidades costeiras, Telavive e Haifa, possuem um clima mediterrânico – frio e chuva, no inverno e quente e seco, no verão. O continente asiático registou a sua temperatura mais alta – 53,7ºC -, em 1942, no kibutz Tirat Zvi, a Norte do Vale do Jordão.

            Em Israel, a precipitação quase não se faz sentir de maio a setembro, levando à escassez de água nos rios. Desta forma, o país tem-se empenhado em construir várias tecnologias com o objetivo de economizar água, como por exemplo, o sistema de rega gota a gota. A grande incidência de luz solar, em Israel, é uma fonte para a produção de energia solar, fazendo deste país líder em energia solar per capita.

Biodiversidade

            Israel localiza-se estrategicamente entre três continentes – Asiático, Africano e Europeu –, o que faz como que possua uma fauna e flora muito variada. No que diz respeito à flora, contém mais de 2.800 plantas inventariadas, como por exemplo, o papiro e a peónia vermelho-coral brilhante. No entanto, possui flores cultivas e plantas nativas, como a íris, a açucena e a túlipa, que se juntam ao açafrão e à cila, denominadas plantas litófitas.

Quanto à vida anima, o país tem uma variedade enorme de borboletas e pássaros, sensivelmente, entre 135 e 380, respetivamente. A fauna é composta por gazelas, raposas, gatos selvagens e outros mamíferos, nos bosques; nos rochedos mais longínquos habitam cabritos monteses; os camaleões e as cobras estão inseridos nas 80 espécies nativas de lagartos. Como forma de proteger a fauna e a flora, o Governo fundou o Fundo Nacional Judaico, com o objetivo de ajudar na acumulação de água, na manutenção e na reflorestação.    E também adotou leis rigorosas para que a biodiversidade fosse protegida. Agora, arrancar uma flor, mesmo que na berma da estrada, é considerado um ato ilegal; apostou na consciencialização da sociedade, realizando visitas guiadas, campanhas de esclarecimento, publicações e visitas às escolas.

Demografia

            Segundo o Governo, em 2018, a população residente em Israel perfazia um total de 9 021 milhões, visto que 74,2% eram judeus israelitas e que, aproximadamente, 21% eram árabes. Em 2009, contabilizavam-se em mais de 300 mil os israelitas que viviam temporariamente na Cisjordânia, exemplificando, Ma’ale Adummim, Ariel e os grupos que precederam à fundação do Estado de Israel. Porém, estes foram colocados na cidade de Hebrom e Gush Etzion, depois da Guerra dos Seis Dias. Nas Colinas de Golã vivem à volta de 18 mil israelitas. Em Jerusalém Oriental, em 2006, viviam 250 mil judeus. Os colonos israelitas ocupam 6,5% da população, rondando os 500 mil. Devido ao Plano de Retirada de 2005, 7.800 israelitas foram despejados pelo Governo da Faixa de Gaza.

            Nos últimos 10 anos, Israel tem recebido muitos emigrantes não judeus provenientes de países como a Roménia, a Tailândia, a República Popular da China, alguns países do continente africano e da América do Sul; é difícil calcular um número exato, tendo em conta o número de imigrantes ilegais, no entanto estima-se em 200 mil emigrantes. Desde 1948 que a retenção da população se mantém ou é até superior, em comparação a outros países com uma taxa de imigração superior.

            Segundo dados demográficos, os israelitas têm o costume de emigrar – yerida- para os Estados Unidos e para o Canadá, porém os Ministérios do Governo veem tal facto como uma ameaça para o futuro do país.

            Israel conhecido por Estado de Israel foi fundado com o objetivo de ser a pátria do seu judeu. Assim, a Lei do Retorno prevê que qualquer que tenha linhagem judaica pode ser cidadão israelita. Mais de 3/4 ou 75,5% da população são judeus proveniente de lugares distintos. Sensivelmente, 68% dos judeus israelitas nasceram em Israel, os outros 22% vieram da Europa e da América, os restantes 10% chegaram da Ásia e de África (compreendendo o mundo árabe).

            Em Israel, existem duas línguas autenticadas, o hebraico e o árabe. A partir de julho de 2018, o hebraico foi a língua nomeada como oficial do Estado e das várias Instituições, uma vez que é reconhecida pela maior parte da população. Deste modo, o árabe é uma língua com “status” especial, porém são poucos os que a falam, como por exemplo, os árabes e os judeus vindos de países árabes. A maior parte do povo israelita consegue falar bem o inglês, visto que vários programas de televisão são em inglês e na maioria das escolas aprende-se o inglês. No entanto, muitas são as línguas que se podem ouvir nas ruas deste país, uma vez que povos vindos da antiga União Soviética e da

Cidades com mais população, em Israel
Censo de 2009 do Escritório Central de Estatísticas de Israel

Jerusalém

Telavive

                     

Posição

Localidade

Distrito

Pop.

Posição

Localidade

Distrito

Pop.

Haifa

Rishon LeZion

   

1

Jerusalém

Jerusalém

773 600

11

Ramat Gan

Telavive

145 000

   

2

Telavive

Telavive

403 700

12

Bat Yam

Telavive

130 000

   

3

Haifa

Haifa

265 600

13

Rehovot

Central

112 700

   

4

Rishon LeZion

Central

228 200

14

Ascalão

Sul

111 900

   

5

Petah Tikva

Central

209 600

15

Herzliya

Telavive

87 000

   

6

Asdode

Sul

206 400

16

Kfar Saba

Central

83 600

   

7

Bersebá

Sul

194 300

17

Hadera

Telavive

80 200

   

8

Holon

Telavive

184 700

18

Bete-Semes

Jerusalém

77 100

   

9

Netanya

Central

183 200

19

Modi’in-Maccabim-Re’ut

Central

72 700

   

10

Bene Beraq

Telavive

154 400

20

Nazaré

Norte

72 200

   

 Etiópia, instalaram o Russo e a língua amárica na população israelita.  A imigração de judeus provenientes da antiga União Soviética, entre 1990 e 1994, aumentaram a população em 12%.

Urbanização

Religião

            No que diz respeito à religião existem muitas variantes, 55% dos judeus israelitas afirmam que são “tradicionais”, 20% diz-se “judeu secular”, 17% consideram-se “sionistas religiosos” e os restantes, 8% declaram-se “judeus haredi”.

Inevitavelmente, os muçulmanos fazem parte da menor percentagem religiosa, ocupando 16,2 % da população. No que diz respeito aos cidadãos árabes, estes revelam 19,8 % da população, porém 82,6 %, equivalente a 4/5 da população, são muçulmanos. Os restantes árabes israelitas são 8 % cristãos e 8,4 % drusos. Apesar de em número reduzido, existem diversos grupos religiosos, em Israel, como por exemplo, budistas e hindus. Os árabes cristãos e os judeus messiânicos representam 2,1% da população de Israel.

Para os judeus, muçulmanos e cristãos, Jerusalém é uma cidade sagrada, uma vez que abrange locais essenciais para as suas crenças religiosas, como por exemplo, o Muro das Lamentações, o Monte do Templo, a Mesquita de Al-Aqsa e a Igreja do Santo Sepulcro. No entanto, não é só esta cidade que contém lugares importantes, também existem na Cisjordânia, exemplificando, o local do nascimento de Jesus, a sepultura de Raquel, em Belém, e a Caverna dos Patriarcas, em Hebrom. No que diz respeito a outras religiões, existe a central administrativa da Fé Bahá’í e do Santuário do Báb, que se situa em Haifa, no Centro Mundial Bahá’í e do líder da Fé, sepultado no Acre. Apesar de tudo, não há, em Israel, uma comunidade Baha’i, porém existem muitos peregrinos a visitar estes locais, uma vez que a Fé Baha’i não é transmitida a israelitas, estes religiosos possuem uma política austera.

Ainda assim, em Israel, a taxa de ateísmo assumida perfaz 25,6% da população, ficando entre os dez países com o número mais elevado e em quarto lugar, no que diz respeito à quantidade de ateus.

Em Israel, a maioria das pessoas idosas são de etnia judaica. Portanto, vários são os judeus que têm em consideração os feriados religiosos, uma vez que foram estabelecidos pelo Governo, mas não os cumprem, pois não possuem tanta Fé na religião como os seus antepassados. Era esta Fé que juntava o povo judeu e os fazia sentirem-se em família. Atualmente, os judeus nascidos antes de 1948, denominados por sabras, não têm necessidade de cumprir os princípios religiosos. No que concerne à comunidade árabe, em Israel, existem alguns ateus, porém é fácil depararmo-nos com crentes, sejam cristãos ou muçulmanos. A religião é em grande parte responsável pelas guerras árabes israelitas: em Jerusalém, a Fé religiosa não é importante para a maioria dos judeus, à exceção dos Haredi. Os judeus que estão desvinculados da religião possuem na mesma um sentimento de identificação e crença num mesmo destino, no entanto não creem que esse destino lhes será dado pela Fé. Deste modo, a dureza dos líderes religiosos preocupa, porque comprometem a política nacional. A sociedade tem receio de que os judeus laicos deixem de ter apoio por parte dos políticos, uma vez que se verifica um grande poder por parte dos ultraortodoxos.

Governo e Política

            O Presidente de Israel é o Chefe de Estado, isto porque o país é uma democracia parlamentar, maioritariamente, as funções do Presidente são representativas. Para se chegar a Primeiro-Ministro basta estar no topo de um grande partido, ser membro do Parlamento e ser apoiado por uma maioria. Deste modo, o Primeiro-Ministro passa a ser Chefe de Governo e Chefe de Gabinete. Em Israel, o Parlamento, denominado de Knesset, é constituído por 120 membros, havendo uma representação igualitária dos partidos políticos.

            De quatro em quatro anos, realizam-se as eleições parlamentares. Porém, o Knesset se tiver desconfiado das votações, tem a legitimidade de desfazer o Governo, quando quiser. Tem havido, ao longo dos anos, antecipação das eleições e interrupção de coligações partidárias, devido ao processo de Paz, à importância da religião e a alguns escândalos políticos. Em 2003, o Parlamento iniciou a composição de uma Constituição oficial com base nas Leis Básicas de Israel, que são uma espécie de Constituição não redigida.

            Quanto à Liberdade de Imprensa, em 2012, Israel classificou-se na 92ª posição de acordo com o Índice de Liberdade de Imprensa, realizado pela organização, Repórteres Sem Fronteiras, tendo sido a classificação mais alta do território. Todos os anos, a organização norte-americana, Freedom House, realiza um relatório, Freedom in the World de 2013, para avaliar o grau de democracia e de liberdade política de todos os países. Israel obteve um excelente resultado, pois é a única nação livre do Médio Oriente e do Norte de África.

Sistema Judicial

            No que diz respeito ao sistema judicial, Israel apresenta três níveis. Os Magistrados Judiciais, existentes na maior parte das cidades, formam o nível mais baixo. Em escala ascendente, situam-se os Tribunais de Comarca, que fazem a vez dos Tribunais de Apelação e dos de Primeira Instância, localizados em quase todos os distritos de Israel. Por último, o mais elevado, composto pela Suprema Corte de Israel, instalada em Jerusalém. Este possui identidade dupla, pois está no nível mais alto, no que diz respeito ao Tribunal de Apelação e ao Supremo Tribunal de Justiça.  Deste modo, as leis são criadas pelo Supremo Tribunal, mas como se fosse um Tribunal de Primeira Instância, dando acesso a que todos possam opinar acerca das deliberações feitas pelas autoridades estatais.

Israel não faz parte do Tribunal Penal Internacional, para que não haja coações políticas por parte de outros países. No sistema jurídico une vários, como por exemplo, o common law inglês, o civil law – Sistema romano-germânico – e as leis judaicas. Esta forma de organização jurídica baseia-se no princípio de stare decisis – sistema acusatório -, tendo em conta que é preciso provar perante o Tribunal, caso haja acusação. Os Tribunais trabalham com juízes profissionais, como substitutos dos jurados. No que diz respeito a casamentos e divórcios, ficam ao encargo dos Tribunais Religiosos, como por exemplo, judeus, muçulmanos, drusos e cristãos.

A Dignidade Humana e a Liberdade fazem parte da Lei Básica. Esta tem como objetivo a proteção dos Direitos Humanos e da Liberdade. Graças a esta Lei, em 2009, Israel foi tido como “livre” pela Freedom House, quanto aos direitos civis e políticos. No entanto, houve ainda regiões classificadas como “não livres”, exemplificando, os Territórios Ocupados Israel e a Autoridade Nacional Palestiniana. Ainda em 2009, a organização Repórteres sem Fronteiras colocou Israel em 93º lugar no total de 175 países, no que diz respeito à liberdade de imprensa, superada apenas pelo Kuwait, pelo Líbano e pelos Emirados Árabes Unidos. A mesma organização, quanto à liberdade de imprensa, qualificou o país como “parcialmente livre”. No entanto, no que concerne aos Direitos Humanos, existem ainda grupos que não incluem Israel devido aos conflitos árabes israelitas, como por exemplo, Anistia Internacional e Human Rights Watch. A liberdade civil é aprovada por grupos como B’Tselem, que defendem os Direito Humanos da população de Israel.

Relações Internacionais

            Atualmente, Israel preserva Relações Diplomáticas com 161 Estados e possui 94 missões diplomáticas. No entanto, apenas três associados da Liga Árabe restabeleceram ligações com Israel, Em 1979 e 1994, respetivamente, o Egito e a Jordânia acordaram Tratados de Paz, já a Mauritânia preferiu preservar as Relações Diplomáticas desde 1999. Marrocos e Tunísia, outros dois associados da Liga Árabe, rescindiram as Relações Diplomáticas, quando se iniciou a Segunda Intifada, em 2000. No entanto, Marrocos continua em contacto com Israel, no que diz respeito à economia, sendo que recebeu uma visita do Ministro das Relações Externas de Israel. Em 2009, a Mauritânia, o Qatar, a Bolívia e a Venezuela interromperam as relações políticas e económicas que mantinham com Israel, como consequência da Operação Chumbo Fundido. Para a norma israelita, o Líbano, a Síria, a Arábia Saudita, o Iraque e o Iêmen consideram-se inimigos e não são visitados sem a autorização do Ministério do Interior. Como forma de promover a coadjuvação entre sete países da Bacia do Mediterrâneo e alguns filiados da Organização do Tratado do Atlântico Norte – OTAN -, Israel é membro do Diálogo Mediterrâneo, desde 1995.

            Países como os Estados Unidos, a Turquia, a Alemanha, o Reino Unido e a Índia estão unidos a Israel. No entanto, segundo um ensaio, a Índia é o país do mundo que apoia mais Israel, seguindo-se os Estados Unidos. Já os Estados Unidos tornaram-se o primeiro país a admitir o Estado de Israel e depois a União Soviética. Tendo em conta as semelhanças políticas e religiosas que Israel tem com os Estados Unidos, ambos se aliam. Desde a formação do Estado de Israel, em 1949, a Turquia tem cooperado com Israel, embora até 1991 não o fizesse. A influência de outros povos muçulmanos fez com que a Turquia cortasse relações com Israel. Contrariamente, a Alemanha mantém relações fortes com Israel, uma vez que são aliados económicos e militares. Em 1992, a Índia decidiu aliar-se a Israel e tem conseguido estabelecer parcerias militares e culturais. Desde o princípio, Israel mantém Relações Diplomáticas com o Reino Unido e uma grande conexão comercial, uma vez que Israel é o 23º maior mercado. Estas relações devem-se ao Primeiro-Ministro, Tony Blair. Assim, o Reino Unido tem com Israel uma relação una, apesar das diferenças de opinião. O Irão relacionava-se diplomaticamente com o país durante a dinastia Pahlavi, porém, durante a Revolução Iraniana, cortaram relações. A 30 de dezembro de 1993, o Vaticano e Israel instauraram as suas Relações Diplomáticas, durante o papado de João Paulo II.

Forças Armadas

            As Forças de Defesa de Israel – FDI – são compostas pelo exército, marinha e aeronáutica. Estas forças surgiram durante a Guerra da Independência d 1948 e foram planeadas por organizações paramilitares, nomeadamente, a Haganah, que já existia antes da criação do Estado de Israel. Estas forças armadas utilizam meios da Direção de Inteligência Militar, conhecida por Aman, colabora com a Mossad e Shabak. O facto destas se envolverem ativamente nas várias guerras fronteiriças fez com que fossem as forças armadas com maior capacidade bélica da Terra. Aos 18 anos a maior parte dos israelitas é chamado para o serviço militar obrigatório. Os homens permanecem durante três anos, as mulheres por dois dias. Até atingir os 40 anos, o sexo masculino é obrigado a aliar-se à reserva da força militar todos os anos durante diversas semanas, o sexo feminino fica dispensado. Estão dispensados do serviço militar os árabes israelitas, à exceção dos drusos e todos os que praticam estudos ligados à religião a tempo inteiro. O Serviço Nacional, conhecido por Sherut Leumi, é composto por um programa de serviços hospitalares, escolas e de bem-estar social, dando isenções à população. Como estratégia do plano de recrutamento, as Forças de Defesa de Israel possuem 168 mil militares ativos e um suplemento de 408 mil.

            A forças armadas de Israel possuem um sistema de artilharia da mais alta tecnologia, pensadas e produzidas em Israel, porém algumas são importadas do estrangeiro. Um dos cooperadores estrangeiros são os Estados Unidos, uma vez que auxiliaram militarmente Israel com 30 biliões de dólares, entre 2008 e 2017. Com a cooperação entre Israel e os Estados Unidos foi desenvolvido o míssil Arrow, um míssil antibalístico utilizado em todo o mundo. Após a Guerra do Yom Kipur, Israel tem vindo a desenvolver uma rede de satélites espiões. Israel está entre os sete países competentes para construir, fabricar e lançar satélites deste género, graças ao programa Ofeq. Além disso, criou o seu tanque, o Merkava. Desde a fundação de Israel, este tem desembolsado uma quantia considerável do PIB em proteção bélica; o país chegou a gastar, em 1984, 24% do seu Produto Interno Bruto; atualmente, caiu para 10%.

            Quanto à capacidade nuclear, Israel preserva uma política duvidosa, uma vez que que não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear; o país é tido como um grande detentor de armas nucleares. Em 1991, após a Guerra do Golfo, Israel foi atacado por mísseis Scud iraquianos. A partir deste ano, saiu uma lei que obrigava todas as habitações a ter uma mamad ou seja, uma divisão que fosse segura e não deixasse passar substâncias químicas e biológicas.

Subdivisões Administrativas

            O Estado de Israel divide-se fundamentalmente em seis distritos administrativos, designado como mehozot: Centro, Haifa, Jerusalém, Norte, Sul e Telavive. Estes distritos organizam-se em quinze subdistritos, denominados de nafot, cujos se repartem em cinquenta regiões natas.

Distrito

Cidade principal

Subdistritos

Número de residentes

Centro

Ramla

Rishon LeZion, Sarom (Netanya), Petah Tikva, Ramla, Rehovot

1.770.200

Haifa

Haifa

Haifa, Hadera

880.000

Jerusalém (inclui Jerusalém Oriental)

Jerusalém

Jerusalém

910.300

Judeia e Samaria (Cisjordânia)

Modi’in Illit (maior cidade)

304.569‏‏ (população com cidadania israelita)

Norte

Nazareth Illit

Kinneret , Safed, Acre, Golã (disputado com a Síria), Jizreel

1.242.100

Sul

Beersheba

Ascalão, Beersheba

1.053.600

Telavive

Telavive

Telavive

1.227.000

Estatisticamente, Israel está repartido em três áreas metropolitanas: Telavive e Gush Dan com 3.150.000 habitantes, Haifa com 996 mil habitantes e Bersebá com 531.600 habitantes. Jerusalém é a maior cidade de Israel com um total de 732.100 habitantes por cada 126km2.

As previsões do Governo israelita acerca de Jerusalém abrangem toda a população e o território de Jerusalém Oriental, que é reconhecida como fração dos territórios palestinos, apropriando-se de Israel. A seguir a Jerusalém, as cidades mais habitadas do país são Telavive, Haifa e Rishon LeZion com 384 600, 267 mil e 222 300 residentes, respetivamente.

Territórios Ocupados

            Israel, atualmente, detém a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã. Devido à Guerra dos Seis Dias, Israel ganhou estes territórios da Jordânia e da Síria. Em 1979, a Península do Sinai foi restituída ao Egito, devido ao Tratado de Paz israelo-egípcio.

A expressão “territórios ocupados por Israel” inclui a Faixa de Gaza, uma vez que Israel, em 1967, a conquistou, mas o Egito ocupou-a. Tendo em conta o plano de retirada unilateral, Israel, em 2005, desistiu da Faixa de Gaza e recolheu quatro residências temporárias, na Cisjordânia. Ainda assim, Israel mantém o controlo do espaço aéreo e marítimo, inspeciona as expedições e o comércio com os restantes países do mundo. Quanto ao interior da região, mantém-se sob controlo do Hamas, desde 1990, pois este era o partido com a maioria no Conselho Legislativo da Palestina, e realizou diversos atentados terroristas a Israel, como por exemplo, o atentado suicida do Dizengoff Center e o atentado terrorista da pizzaria Sbarro.

Como resultado da apreensão destes territórios, Israel colocou no interior de cada um residências provisórias formadas por cidadão israelitas. No que concerne à aplicação de leis, Israel emprega-as em Golan e Jerusalém Oriental, visto que estes territórios estão integrados no seu, presenteando os habitantes com o status de moradores permanentes e ainda a hipótese de se tornarem cidadãos israelitas. No entanto, a Cisjordânia mantém-se sob domínio militar, e juntamente com a Faixa de Gaza poderá originar um Estado palestino, segundo Israel, os palestinos e a comunidade internacional. Juntar a estes territórios Jerusalém Oriental e as Colinas da Golã, é vista pelo Conselho de Segurança como “nula e sem efeito”, pois os territórios ocupados mantêm-se uma hipótese.

A posição de Jerusalém Oriental é um impedimento para os acordos de Paz entre o Governo de Israel e os representantes palestinos. Deste modo, tem se utilizado a Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para que sejam realizados os acordos, quanto aos territórios. Em troca da regularização das ligações com os países árabes, a Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas pede a Israel que saia daqueles territórios, método chamado de “terra pela paz”.

A população da Cisjordânia é, maioritariamente, composta por árabes palestinos, incluindo os próprios habitantes e os refugiados da Guerra da Independência. Entre 1967 e 1993, os palestinos que habitavam nestes territórios estavam sob o domínio militar israelita. A partir do momento em que as cartas de reconhecimento foram acordadas entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina, grande parte da comunidade palestina e as cidades mantêm-se dominadas pela Autoridade Palestina e, parcialmente, subjugadas ao controlo militar israelita. Porém, Israel várias vezes reestruturou os seus militares e repôs a gestão das tropas durante épocas de desacordos. Como forma de contestação, o Governo israelita deu início à edificação do “Muro da Cisjordânia”, uma vez que os ataques eram cada vez mais devido à Segunda Intifada. Esta edificação, segundo a organização de Direitos Humanos israelitas, B’Tselem, foi realizada  no interior da área da Cisjordânia.

Desde 1948 até 1967, o Egito apropriou-se da Faixa de Gaza. Mais tarde, entre 1967 e 2005, foi Israel quem a ocupou, porém abandonou o território palestino, devido ao plano de retirada unilateral.  Ainda assim, Israel mantém o controlo do espaço aéreo e marítimo da Faixa de Gaza, enviando milícias para a região. Uma vez que a Faixa de Gaza faz fronteira com o Egito, com o consentimento de Israel, da União Europeia, da Autoridade Palestina e do Egito, instituíram o modo como seria realizada o aceso à fronteira (controlado por observadores europeus). Tal não chegou a ser feito, pois com a fundação de um Governo no Hamas, a fronteira tem estado fechada, ficando sob domínio do Governo do Hamas todo o interior da Faixa de Gaza.

Economia

            No que diz respeito à evolução económica e industrial, Israel está entre os países mais desenvolvidos do Sudoeste asiático. Economicamente, é o país líder da região, segundo o Banco Mundial e o Fórum Económico Mundial. Em relação à América do Sul, possui o mais elevado número externo, quanto ao empreendedorismo, segundo a bolsa NASDAQ. O seu PIB, em 2008, estava na 41ª posição com 199,5 bilhões de dólares, e per capita encontrava-se em 22º lugar em todo o mundo com 33.299 de dólares. Em 2007, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE – convidou Israel a juntar-se, tendo em vista a exploração das economias do mercado.

             Israel é um país com escassos recursos naturais, todavia, nos últimos anos, o crescimento industrial e agrícola tem se revelado enorme o que ajuda à autossuficiência no fabrico de alimentos, principalmente grãos e carne. Israel é um grande importador, perfazendo 47,8 bilhões de dólares, em 2006, no que concerne a combustíveis fósseis, matérias primas e equipamentos militares. Também é um exportador, principalmente, de frutas, vegetais, artigos farmacêuticos, softwares, produtos químicos, tecnologia militar e diamantes. No mesmo ano, as exportações chegaram aos 42,86 bilhões de dólares.

            Quanto à preservação de água, energia geotérmica e à tecnologia de ponta, o país é um dos líderes do planeta, colaborando na evolução de softwares, de comunicações e da biologia, competindo com o Vale do Silício, na Califórnia. Empresas mundialmente conhecidas, como por exemplo, a Intel e a Microsoft escolheram o país para produzirem centros de pesquisa, sem ser nos Estados Unidos. Também a IBM, a Cisco Systems e a Motorola escolheram Israel para instalar as suas lojas. Em julho de 2007, a empresa israelita, Iscar, foi comprada por um bilionário americano, Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway. Esta compra foi a primeira em território israelita e lucrou 4 bilhões de dólares. A seguir ao Vale do Silício, na Califórnia, Israel é o país que tem um maior conjunto de indústrias de tecnologia de ponta, conhecido como Silicon Wadi. No mesmo ano, ficou aprovado pelos EUA uma quantia de 30 bilhões de dólares para os dez anos seguintes, porém estas ajudas são a grande dívida externa do país.

            No que diz respeito à economia, em 2010, Israel foi eleito o 17º país mais evoluído pelo “IMD’s World Competitiveness Yearbook“; o país com a economia mais duradoura em época de recessão e o 1º, quanto aos investimentos em pesquisas e em meios de evolução. Ainda em 2010, voltou a ser convidado pela OCDE. Depois dos EUA, Israel é o país com mais start-up do planeta, porém os seus colaboradores são os menos produtivos no seio da OCDE.

            O turismo religioso é uma grande fonte de receita para Israel, assim como as praias e os pontos históricos. As suas características geográficas, convidam à visita de milhões de turistas. No entanto, o turismo é afetado pela falta de segurança que se faz sentir no país. Em 2008, Israel foi visitado por 3 milhões de turistas. Por esta razão, é possível ler-se informações, mesmo nas autoestradas, em três línguas: hebraico, árabe e inglês.

Infraestrutura

– Educação:

            Israel anda a par com o Japão, no que diz respeito à expectativa de vida escolar, no Continente Asiático. Segundo a Organização das Nações Unidas, Israel é um país altamente alfabetizado, isto porque, em 1953, a Lei de Bases do Sistema Educativo instituiu cinco modelos de escolas: ensino laico, ensino religioso, ultraortodoxo, escolas municipais e escolas árabes. Os cidadãos laicos representam uma grande parte da comunidade, por esta razão o ensino laico é o mais enveredado por estudantes judeus e não árabes; os árabes, têm por costume, inscreverem os seus filhos em escolas onde o árabe é a língua principal. Em Israel, todas as crianças e jovens, desde os três aos dezoito anos, são obrigadas a ir à escola. O nível de escolarização reparte-se em três: primário, básico e secundário, este último termina com a aprovação de vários exames a diversas disciplinas, como por exemplo, Matemática, Bíblia, Hebraico, Literatura Hebraica e Geral, Inglês, História, Educação Cívica e uma disciplina opcional, estas notas constam no Diploma Bagrut. De salientar, que o exame bíblico, nas escolas árabes, cristãs e drusas, é trocado pelo exame da cultura islâmica, cristã ou drusa, respetivamente. Segundo os dados, em 2003, a maioria dos estudantes do ensino secundário, último nível de escolaridade antes do ensino superior, obtiveram resultados para receber o diploma Bagrut.

            No que diz respeito ao ensino superior, em Israel, existem oito universidades públicas, que são financiadas pelo Estado. A grande parte dos livros acerca de temas judaicos encontram-se na Biblioteca Nacional de Israel e na Universidade mais antiga, a Universidade Hebraica de Jerusalém. Esta posiciona-se entre as cem melhores do planeta, segundo o ARWU – Ranking de Xangai. Em 2009, posicionou-se em 64º lugar do mundo, porém em 4º lugar na região da Ásia e do Oceano Pacífico. Existem ainda outras igualmente reconhecidas, como por exemplo, o Technion, o Instituto Weizmann da Ciência, a Universidade de Telavive, a Universidade Bar-Ilan, a Universidade de Haifa, e a Universidade Ben-Gurion do Negueve. Das sete Universidades de investigação, à exceção da Universidade Aberta, posicionam-se entre as 500 melhores da Terra. Por conseguinte, o país ocupa a 3ª posição, no que diz respeito ao número de população que tem licenciatura, correspondendo a 20% dos cidadãos.

            Na área da Psicologia e da Educação, salientam-se as teorias de aprendizagem. Israel foi pioneiro na Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural – MCE – enunciada pelo psicólogo israelita Reuven Feuerstein. Esta teoria baseia-se na premissa de que existe um potencial de aprendizagem a ser desenvolvido por qualquer sujeito, independentemente de sua idade, origem étnica ou cultural.

            As Universidades israelitas estão entre as 100 melhores do planeta, no que diz respeito às áreas da Física, da Matemática, da Química, das Ciências da Computação, da Economia, da Engenharia, das Ciências Sociais e das Ciências Naturais. O Technion e o Instituto Weizmann da Ciência lideram o ranking na área de Ciências da Computação juntamente com as Universidades dos Estados Unidos e do Canadá. Contudo, os alunos obtêm resultados inferiores aos restantes países pertencentes à OCDE, segundo dados do PISA.

-Ciência e Tecnologia

            Apesar de ser um país menor, Israel é grande na partilha de meios para a Ciência e Tecnologia, uma vez que 40% do valor monetário aplica-se no avanço científico. Nestas áreas, industrial, agrotecnológica e médica, aposta o melhor, de forma a conseguir competir mundialmente. Desde o início, que o Estado de Israel aposta na investigação, primeiramente, com o objetivo de recuperar parte das preocupações na terra infértil do território, sendo o primeiro em biotecnologia agrícola, como por exemplo, a rega gota a gota, solarização dos solos, reaproveitamento de águas de esgoto para uso agrícola e o aproveitamento do grande reservatório subterrâneo de água salobra do Negueve. Na medicina, com a Primeira Guerra Mundial fundou-se o Centro Hebraico de Saúde, tem crescido cada vez mais nos setores da Bioquímica, Bacteriologia, Microbiologia e Higiene da Universidade Hebraica de Jerusalém. Com o apoio da Universidade principiaram a construção do Centro Médico Hadassa, que tem muito valor nestes setores. Quanto à indústria, a evolução deu-se ao nível dos laboratórios juntos ao Mar Mediterrâneo. Aqui, foi implementado o Instituto de Tecnologia Technion-Israel, cuja investigação se alicerça nas áreas da Computação, da Aeronáutica, da Robótica e da Eletrónica. No mesmo local, encontra-se também o centro de Pesquisa e Desenvolvimento, que se ocupa com as telecomunicações, a produção elétrica e de energia, e a gestão de recursos hídricos, quanto à indústria e à agricultura. Relativamente aos profissionais, destacam-se os chegados da antiga União Soviética, uma vez que 40% eram licenciados, o que ajudou ao salto que Israel deu na tecnologia de ponta. De salientar, os cinco cientistas que venceram o Prémio Nobel, sendo que três em Química e dois em Economia. Deste modo, é de apontar que o Físico americano, David Gross, vencedor de um Prémio Nobel foi bacharelado e mestre pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Esta Universidade formou ainda o matemático israelita, Elon Lindenstrauss, que, em 2010, recebeu a medalha Fields, conhecida como o “Nobel da Matemática”.

            Israel investe grandemente em engenheiros da linha da frente, uma vez que aposta no setor da energia solar. Desta forma, consegue ter empresas a trabalhar por todo o planeta, além de que 90% das habitações israelitas aproveitam a energia solar como forma de garantir o aquecimento da água, economizando em 8% o consumo de água num ano.

            Desde o final da década de 80, a fabricante israelita, Israel Aerospace Industries, pensou e construiu uma forma independente cerca de treze satélites comerciais, de pesquisa e de espionagem. A maior parte destes satélites foi enviado, por sistemas lançadores de satélites Shavit, para a órbita terrestre da Força Aérea Israelita de Palmachim, que se localiza na costa mediterrânea, a Sul de Telavive.  Deste modo, é possível dizer que os satélites do país são os mais avançados da Terra. O satélite espião, Ofeq 9, foi lançado a 22 de junho de 2010, da base aérea de Palmachim, composto por uma câmera de alta resolução. Ilan Ramon, piloto de caça, foi o primeiro astronauta israelita, e trabalhou como perito de carga durante a STS-107, na derradeira e decisiva missão do vaivém espacial Columbia.

No que concerne a artigos científicos, Israel posiciona-se em 3º per capita do planeta, em 3º, também, em quantidade de invenções per capita. Localiza-se em 2º num total de vinte países com mais impacto, quanto a artigos científicos, segundo os dados revelados pela agência Thomson Reuters. De salientar, que dos seus investigadores de Computação, a três, Michael Rabin, Adi Shamir e Amir Pnueli foi-lhes atribuído o Prémio Turing

-Comunicações

            O povo israelita tem por hábito informar-se acerca do que se passa no país e no mundo. O Governo concede liberdade de imprensa, no entanto no que se refere a conteúdos acerca da segurança nacional, este censura-os. Como forma de estarem atualizadas e informadas, a população tem à disposição doze periódicos, em hebraico, e muitos outros, em diferentes idiomas. Não se sabe ao certo quantos serão os jornais e revistas, mas certamente mais de mil. A rádio, também é um grande meio de informação, e a mais influente é a Kol Israel, que significa Voz de Israel. Esta passa igualmente na televisão, uma vez que trabalha com oito emissoras de rádio, em dezassete línguas diferentes, com diversos tipos de música, e o objetivo é chegar a todas as idades da população.

            Há uma emissora de rádio que está reservada aos soldados, e uma que faz transmissão em ondas curtas, para que possa emitir em diversos idiomas, com o objetivo de chegar aos ouvintes de várias regiões e de dar a conhecer informações fidedignas acerca de Israel, do Médio Oriente e do judaísmo. Em Israel, a televisão nasceu em 1967, contém um canal público, que inicia a sua programação de manhã e acaba de madrugada, em três línguas diferentes e ainda contém programas educativos e informativos. No entanto, existe um canal privada, que destina algumas horas da sua programação para a instrução. Ainda assim, Israel tem diversos canais independentes e por cabo, para chegar praticamente a todos os cidadãos. Porém, as despesas dos serviços de radiodifusão são divididas, a publicidade paga uma parte e os consumidores pagam outra.

No que diz respeito às telecomunicações – internet e telefone – Israel possuía, em 2001, mais de 2,8 milhões de linhas diretas e utilizava uma excelente rede digital, oferecendo aos cidadãos um serviço evoluído. No ano anterior, o Ministério das Comunicações sugeriu que houvesse serviços de telefone fixo para todo o mercado interno, assim como wireless e banda larga, esta última lidera a tecnologia. Quanto à comunicação móvel, existem três operadoras de rede. Em 2000, contava-se que 58% dos cidadãos já possuíam telemóvel, o que fazia corresponder a mais de 3,5 milhões de usuários.

-Saúde

            Israel tem ao dispor dos cidadãos um serviço de saúde, o qual é obrigatório contribuir. Este é gerido por algumas organizações suportadas pelo Estado. Assim, toda a população tem acesso a serviços sanitários, mesmo que a sua contribuição para o sistema de saúde seja baixa. Também os cuidados médicos são suportados pelo Estado, para que todos os cidadãos tenham acesso. Segundo dados da OMS de 2000, Israel ocupava a 28ª posição, quanto à qualidade do serviço nacional de saúde. A 1 de janeiro de 1995, o Knesset aprovou a lei que instaurou o serviço nacional de saúde, uma vez sustentada na análise da comissão de inquéritos, no fim dos anos 80.

            A política do Governo de Israel tem pressionado a Autoridade Palestiniana, para que paguem a taxa dos cuidados de saúde prestados aos seus cidadãos, contudo a Autoridade Palestiniana, após o ataque militar palestiniano na Faixa de Gaza, resolveu abolir os cuidados médicos para os palestinianos em Israel, mesmo os doentes crónicos e outras que precisavam de cuidados continuados, dando origem a uma manifestação por parte das organizações humanitárias.

-Transportes

            O país possui 18 096 km de estradas alcatroadas e 2,4 milhões de automóveis. Segundo os dados, em 1000 cidadãos, 324 têm automóvel, o que é um número baixo, tendo em conta que Israel é um país desenvolvido. Detém 5.715 automóveis de passageiros de diversas operadoras, cuja mais influente é a Egged, pois viaja pela maioria do país. Quanto às ferrovias, estas trespassam 949km e são financiadas pelo Governo, dono da Israel Railways. Tendo em conta as grandes melhorias realizadas, a quantidade de cidadãos que utiliza comboio aumentou de 2,5 milhões, em 1990, para 35 milhões, em 2008. Os comboios também são utilizados para carregar 6,8 milhões de toneladas de mercadorias por ano.

            No que diz respeito ao espaço aéreo, tem dois aeroportos internacionais. O fundamental é o Aeroporto Internacional Ben Gurion, que se localiza próximo de Telavive – Jafa; e o Aeroporto Internacional de Ovda, que se situa no Sul de Israel. Ainda conta com diversos aeroportos nacionais. Em 2008, os principais aeroportos contavam com 11,1 milhões de passageiros, só 11 milhões aterraram e partiram do Aeroporto Internacional Ben Gurion, uma vez que representa o hub do país.

            Situado na costa do Mediterrâneo, o Porto de Haifa é o mais e mais antigo de Israel, no entanto o Porto de Asdode é um dos que contém águas profundas, pois foi edificado em mar aberto. Para troca de mercadorias com os países do Extremo Oriente, Israel utiliza o Porto de Eilat, localizado no Mar Vermelho.

Cultura

A Cultura, em Israel, é tão diversificada quanto a população. Os judeus provenientes de todo o mundo instalaram as tradições culturais e religiosas, trazendo diversas crenças e costumes. A Cultura é composta por mais de 70 povos, que contribuíram para miscelânea cultural do país, assim como 4 mil anos de tradição, 100 anos de Sionismo e aproximadamente 50 como Estado Moderno. Os cidadãos do país, que têm a cultura de Israel como sua, contam com a revista Ariel criada em 1962, uma vez que contém todo o tipo de Arte, desde a Poesia, a Arquitetura, a Pintura, a Escultura e a Arqueologia.

            O povo de Israel rege-se segundo o calendário hebraico. As festas judaicas são quem define as férias laborais e as férias escolares, assim como o dia de descanso, o sábado – o shabat. O povo árabe também trouxe um pouco da sua cultura para a israelita, no que diz respeito à Arquitetura, Música e Culinária, como por exemplo diversas comidas tradicionais, o Pessach, o Chanuká, o Charosset, o Farfel e o Kamish Broit. Relativamente à Sétima Arte, a produção é israelita, desde 1950.

Cinema e Teatro

            Desde a criação do Estado de Israel, o país contou com 9 filmes finalistas nos Óscares, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Em 2009, foi lançado o filme Ajami, acerca da violência e discriminação, escrito e dirigido pelo palestino, Scandar Copti, e pelo judeu israelita, Yaron Shani. Este foi a terceira nomeação seguida de um filme israelita, tendo ganho uma Menção Honrosa no Festival de Cannes.  O conflito árabe-israelita e a situação atual dos palestinos em Israel é um tema muito usual entre os cineastas israelitas. Em 2002, o filme, Jenin, do realizador Mohammed Bakri, conta a história da invasão israelita ao Campo de Refugiados de Jenin, na Cisjordânia, ganhando na categoria de Melhor Filme, no Festival de Cinema Internacional de Cartago. Porém, no país muitos foram os que se opuseram, dizendo que o filme distorcia os factos. Em 2004, o filme, The Syrian Bride, narrava uma união drusa, cujas famílias viviam, nas Colinas da Golã, em lados contrários da linha cessar-fogo. Este filme foi realizado por um judeu israelitas, Eran Riklis, todavia a maioria do elenco era druso.

            Relativamente ao teatro, Israel dá continuidade à tradição do teatro iídoche praticado na Europa Oriental, detendo uma forte cena teatral. O Teatro Habima, localizado em Telavive, foi construído em 1918, e é o mais antigo de Israel. Este quadro teatral não era frequente no teatro hebraico, tendo evoluído na Segunda Guerra Mundial, passando pelas escolas contemporâneas, clássicas, locais e importadas, tradicionais e experimentais.

Literatura e Museus

            Escrita em hebraico, a arte literária israelita é maioritariamente em poesia e prosa, uma vez que se fala esta língua no país desde o século XIX. Uma parte da literatura, ainda que menor, é produzida em árabe e em inglês. Segundo a Lei do país, cada obra editada terá obrigatoriamente de ter duas cópias a ser entregues à Biblioteca Nacional, situada na Universidade Hebraica de Jerusalém. Contudo, em 2011, a Lei incluiu o áudio e o vídeo, assim como diversos media não escritos.

            Em 2006, houve uma iniciativa de reescrever para a língua hebraica quase a totalidade dos 8 mil livros existentes na Biblioteca Nacional. Todos os anos no mês de junho, realiza-se a Semana do Livro Hebraico, que inclui vendas de livros, leituras públicas e a presença de autores israelitas. E também, é conhecido o vencedor do Prémio Sapir, Em 1966, Shmuel Yosef Agnon ganhou o Prémio Nobel da Literatura, mas teve de dividir o lugar com a autora alemã judia, Nelly Sachs.

            Na cidade de Jerusalém situa-se o Museu de Israel. Este Museu tem grande importância cultural, uma vez que alberga os pergaminhos do Mar Morto, assim como uma vasta coleção de arte europeia e judaica. Existe ainda o Museu Nacional do Holocausto de Israel, conhecido como o Yad Vashem, que acolhe o maior número de informações acerca deste período horrível da História. Na Universidade de Telavive, localiza-se o Beth Hatefutsoth, denominado por Museu da Diáspora, que inclui toda a História da comunidade judaica pelo mundo. Não só existem estes, mas mais alguns em diversas cidades do país, como por exemplo galerias de Arte, em cidades menores e em kibbutzim. No Norte do país, localiza-se o maior Museu de Arte, Mishkan Le’Omanut, no Kibutz Ein Harod Meuhad.

Culinária

            A cozinha israelita abrange pratos típicos de Israel, assim como alguns provenientes de outros países, devido à quantidade de população imigrante. Com a fundação do Estado de Israel, em 1948, e especialmente a partir dos anos 70, Israel focou-se na cozinha típica israelita.

            Deste modo, arrecadou diversos constituintes da cozinha judaica, como por exemplo, os estilos mizrahi, sefardita e ashkenazi, que tiveram efeitos na cozinha judaica marroquina, iraquiana, etíope, indiana, iraniana e iemenita. Existem muitos alimentos essenciais na preparação dos cozinhados israelitas provenientes dos Estados árabes, Médio Oriente e do Mar Mediterrâneo, exemplificando, o falafel, homus, o xacxuca, o cuscuz e o zaatar.

Belas Artes

            Em Israel, a Arte iniciou-se em 1906, e contempla uma mescla da cultura oriental e ocidental, associadas a cada cidade, visto que as paisagens naturais são uma fonte de inspiração para criar pinturas e esculturas.

            No que concerne à pintura, houve vários estilos como em todo o mundo. Em primeiro lugar, tentou-se criar uma Arte judaica, com o objetivo de colocar a sua cultura na Arte. Esta Arte consistia na mistura de práticas europeias, com influência no Médio Oriente. Os talentos mais conhecidos nesta área são Samuel Hirszenberg (1865-1908), Ephraim Lilien (1874-1925) e Abel Pann (1883-1963). Em 1921, acontecu o primeiro evento artístico, com o intuito de mostrar as Artes, como a pintura, na Torre de David. Ao longos dos anos, as Artes foram evoluindo, tal como a população. Nos anos 20, estava no auge a produção artística de vanguarda; nos anos 30, a modernidade, a emotividade e a mística estavam no topo. De seguida, o Holocausto teve grande influência nas ideias dos cananeus, cujo objetivo era encontrar na Arte uma identidade e produzir um povo hebreu.

            Em 1948, período em que era frequente a produção artística sobre a guerra e da produção artística conhecida como “Novos Horizontes”, que aludiam a mensagens sociais, tendo em conta a influência da Guerra da Independência e a liberdade de espírito. Nos anos 70, 80 e 90, deu-se valor ao egocentrismo e tentou-se clarificar o significado do espírito de Israel, numa fusão de práticas e sentimentos humanos, que ainda hoje existem.

            Relativamente à escultura, o reconhecimento desta produção artística e a sua génese só aconteceu devido à insistência de alguns artistas. Maioritariamente, devido à História, atravessaram o cubismo passando pela arte dos cananeus. Primeiramente, tentaram a evolução do corpo humano com silhuetas de animais, como tentativa de recordar paisagens rochosas, tipicamente desérticas. Dos anos 50 em diante, as esculturas passaram a ser mais abstratas, devido à vinda de diversos materiais, como por exemplo, o aço inoxidável e o ferro. Nos anos 60, a produção artística foi no sentido de homenagear todos os que tinham lutado nas diversas guerras que existiram em Israel. Mais tarde, juntou-se a influência francesa e o expressionismo.

            A fotografia sustenta-se na fotografia documental e na fotografia como Arte. Estas produções artísticas, primeiramente, tentaram passar para a população o íntimo, a luta e o cuidado com o “eu”. Deste modo, durante vários anos, a produção fotográfica centrou-se em trabalhos bíblicos, fotografando lugares Santos. No fim do século XIX, fotografava-se o progresso da sociedade judaica, e até os presos serviam de alento. Relativamente ao século XX, houve uma expansão da produção fotográfica israelita, mostrando a oposição entre a vida e a morte de um modo formalista, minimalista e existencial.

Música e Dança

            A música israelita abrange diversos estilos vindos de todo o mundo, como por exemplo, música iemenita, melodias chassídicas, árabes e europeias, e os estilos mais conhecidos como o jazz, o pop, o rock, o reggae, o rap e o hip-hop.

            A música tradicional, denominada “Sons da Terra de Israel”, incluem composições de vanguarda no surgimento nacional. Surgiu há mais de 70 anos, a orquestra com mais fama do planeta, a Filarmônica de Israel. Todos os anos percorre o mundo para mais de duzentos concertos. Não só se distingue na música tradional, mas também na formação musical, dando origem a músicos reconhecidos internacionalmente, como por exemplo, Itzhak Perlman, Pinchas Zukerman e Ofra Haza. Arik Einstein, Yardena Arazi, Ishtar, Idan Raichel e Naomi Shemer.

Desde 1973, praticamente todos os anos, o Governo de Israel faz questão de participar no mais conhecido festival de música, o Festival Eurovisão da Canção. Já ganhou esta competição três vezes, porém só a organizou duas vezes. No entanto, a própria cidade de Eilat organiza um festival de música internacional, conhecido como o Festival de Jazz do Mar Vermelho, no verão desde 1987. Israel é conhecido pela produção de música eletrónica, uma vez que possui DJ’s reconhecidos, como por exemplo, Sesto Sento, Offer Nissim e Infected Mushroom.

Israel tem dois tipos de dança: a dança artística e folclórica. Tradicionalmente, a dança acompanha os rituais religiosos, nacionais, comunitários e familiares. A dança folclórica possui uma miscelânea de influências da tradição judaica e não judaica, apreciada desde a década de 40, encontra-se me constante evolução desde a origem histórica à atual, combinando diversos estilos de forma a continuar a tradição. A dança artística foi incutida na cultura em 1920 por instrutores e aprendizes provenientes da Europa. Todos os grupos que se formaram em Israel conseguem chegar a um patamar profissional elevadíssimo, como por exemplo as seguintes companhias, o Teatro de Dança Inbal, a Companhia de Dança Batsheva, a Companhia de Dança Bat-Dor, a Companhia de Dança Contemporânea do Kibutz, o Balé de Israel e o Koll-Dmamá.

Desporto

            A cultura judaica nem sempre deu grande importância ao desporto. O gosto pelo exercício físico começou pelos gregos, e os judaicos não queriam meter-se nos valores da cultura helenística. Um importante médico, Maimónides, conversou sobre este tema e o quão importante era preservar a forma do nosso corpo, assim como o valor da atividade física. No século XIX e XX, o esclarecimento impulsionou outros pontos de vista, como o incentivo da cultura física por parte de Max Nordau e o que afirmou Abraão Isaac Kook, Rabino-Chefe da Palestina, “o corpo serve a alma, e apenas um corpo saudável pode garantir uma boa alma“.

            Desde 1957, de quatro em quatro anos, Israel organiza uma espécie de Jogos Olímpicos para desportistas judeus conhecido como Macabíada Mundial. Este evento contou com a primeira edição nos anos 30. Em Israel, dá-se muita ênfase ao futebol e ao basquetebol. Com o apoio da população, Israel recebeu e ganhou a Copa da Ásia de Futebol, em 1964.

Como consequência da participação dos países do Médio Oriente, Israel foi expulso dos Jogos Asiáticos de 1978, a partir deste momento abandonou as competições asiáticas e dedicou-se às competições europeias. Deste modo, em 1994, a UEFA aceitou Israel e todos os clubes de futebol como adversários. A Liga de Futebol israelita é conhecida por Ligat ha’Al e a de basquetebol denomina-se Ligat HaAl. No que diz respeito ao basquetebol, Israel representado pelo clube Maccabi Tel Aviv BC ganhou cinco vezes o Campeonato Europeu. Não só o futebol e o basquetebol são importantes, também o xadrez. A cidade de Bersebá ficou conhecida como o centro de xadrez israelita e abrigo de diversos jogadores desta modalidade da antiga União Soviética, abarcando a maioria dos mestres de xadrez, no mundo inteiro. Esta cidade recebeu, em 2005, o Campeonato Mundial de Xadrez por Equipas. De salientar que desde a creche as crianças se iniciam na prática desta modalidade. Em 2007, o israelita Boris Gelfand classificou-se na segunda posição no Campeonato Mundial de Xadrez.

Israel já conseguiu sete medalhas olímpicas: a primeira conseguiu nos Jogos de 1992, e depois nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004 conquistou ouro na categoria de windsurf. No que diz respeito aos Jogos Paralímpicos, classificou-se em 15º lugar na classificação geral, por já ter conseguido mais de 100 medalhas de ouro. Israel foi o organizador dos Jogos Paralímpicos de Verão de 1968.

Feriados e Eventos

1 de tishrei

Ano Novo

ראש השנה
Rosh Hashaná

Entre 6 de setembro e 5 de outubro

10 de tishrei

Dia do Perdão

יום כיפור
Yom Kipur

Entre 15 de setembro e 14 de outubro

15 de tishrei

Festa das Cabanas/Festa dos Tabernáculos

סוכות
Sucot

Entre 20 de setembro e 19 de outubro

22 de tishrei

Reunião do Oitavo Dia

שמיני עצרת
Shemini Atzeret

Entre 27 de setembro e 26 de outubro

25 de kislev

Festival das Luzes (primeiro dia)

חנכה
Chanucá

Entre 27 de novembro e 26 de dezembro

14 de adar
(15 em alguns lugares)

Lembrança da vitória de Ester

פּוּרִים
Purim

Entre 25 de fevereiro e 26 de março

15 de nissan

Páscoa (primeiro dia)

פסח
Pessach

Entre 27 de março e 25 de abril

21 de nissan

Páscoa (sétimo e último dia)

פסח
Pessach

Entre 2 de abril e 1 de maio

27 de nissan

Dia da Lembrança do Holocausto

יום השואה
Yom HaShoá

Entre 8 de abril e 7 de maio

4 de iar

Dia de Lembrança dos Soldados Caídos

יום הזכרון
Yom HaZikaron

Entre 15 de abril e 14 de maio

5 de iar

Dia da Independência

יום העצמאות
Yom Ha’atzma’ut

Entre 16 de abril e 15 de maio

28 de iar

Dia de Jerusalém

יום ירושלים
Yom Yerushalayim

Entre 9 de maio e 7 de junho

6 de sivan

Festa das Colheitas (Pentecostes)

שבועות
Shavuot

Entre 16 de maio e 14 de junho

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