Os Emirados Árabes Unidos têm como alvo a Turquia e o Qatar no Mediterrâneo – Notícias de Israel

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Os Emirados Árabes Unidos têm como alvo a Turquia e o Qatar no Mediterrâneo

A Europa está a envolver-se progressivamente numa infinidade de conflitos no Médio Oriente e no Norte de África. Como se já não chegassem as guerras na Líbia e na Síria, os Emirados Árabes Unidos, juntamente com os opositores gregos, cipriotas e franceses, são a favor do oleoduto no Mediterrâneo Oriental. Deste modo, deixa a Europa sem saída, no que diz respeito ao seu envolvimento neste conflito.

Num período em que a Europa luta para controlar a pandemia e reverter a sua economia, têm mais uma preocupação, uma vez que as tentativas para conter as guerras na Líbia e na Síria falharam.

Os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Egito enfrentam guerras de poder contra o Qatar e a Turquia, estas têm-se estendido desde a Líbia e a Síria até ao Mediterrâneo Oriental.

Os países europeus, como a França, a Grécia e o Chipre, sentem-se ameaçados por parte da Líbia, uma vez que esta tem usado a Turquia para aumentar o seu controlo sobre as águas regionais ricas em gás, violando o direito internacional. Consequentemente, os conflitos do Médio Oriente e do Norte de África estão a tornar-se um problema europeu.

O Governo do Acordo Nacional é um governo provisório da Líbia, reconhecido internacionalmente, e é apoiado militarmente pelos turcos. No entanto, com o apoio da Rússia, do Egito, da França e dos Emirados Árabes Unidos forçou revoltosos liderados por Khalifa Haftar a sair do oeste da Líbia, lutando para manter o controlo das principais cidades do centro do país.

Numa declaração recente, os ministros dos Negócios Estrangeiros da França, Grécia, Chipre, Emirados Árabes Unidos e Egito destacaram as suas preocupações.

A declaração sentenciou as “atividades ilegais” da Turquia no Mediterrâneo Oriental e solicitou Ancara a “respeitar totalmente a soberania e os direitos soberanos de todos os Estados nas suas zonas marítimas no Mediterrâneo Oriental”.

 

Apesar de manter relações com todos estes países, no que diz respeito aos signatários, Israel não tinha conhecimento de nada.

O Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS), uma organização israelita, alertou: “como a relação de Israel com a Turquia é problemática e as relações com a Rússia permanecem delicadas, Jerusalém precisa de se preparar para a possibilidade de uma influência regional contínua e inclusive gradual para ambos, especialmente à luz da contínua relutância de Washington em assumir um papel diplomático ou militar mais ativo “.

O mesmo acontece com a Europa, que a nível da União Europeia, até agora, permaneceu à margem por sua conta e risco.

            “Agora que as consequências catastróficas da inação europeia são evidentes e Haftar nunca mais terá a oportunidade de subir ao poder, uma mudança de política (europeia) é possível e indispensável”, declarou Wolfram Lacher, especialista na questão da Líbia.

            “Dois objetivos principais devem orientar as políticas europeias: primeiro, salvaguardar a unidade da Líbia; segundo, combater a influência russa na Líbia como uma questão prioritária. Os Estados Unidos partilham dos dois objetivos. Mas os europeus só poderão agir em uníssono, se a posição francesa se afastar da sua indulgência em relação à Rússia e da sua posição de confronto em relação à Turquia “, sugeriu Lacher.

Lacher acredita que combater a Rússia ajudaria não só a impedir a ameaça representada por Moscovo, mas também impediria a Turquia e a Rússia de dividir a Líbia em zonas de influência, se não mesmo em estados isolados.

            Usando o argumento de que a União Europeia não poderá ficar de fora, Lacher recomendou a imposição de sanções a Haftar, numa tentativa de conseguir o apoio da Rússia e das suas forças.

“Ao mesmo tempo, os Estados Ocidentais deveriam demonstrar interesse por uma Líbia estável, quando se envolveram com outros parceiros estrangeiros de Haftar, principalmente o Egito e os Emirados Árabes Unidos, para desencorajá-los de uma maior cooperação com a Rússia”, afirmou Lacher.

Subjacente na decisão dos Emirados Árabes Unidos, apoiada pela Arábia Saudita, de bloquear a Turquia, está a sua campanha global para enfrentar qualquer expressão política do Islão. Deste modo, o Egito auxilia os Emirados Árabes Unidos, cujo presidente, Abdel Fattah Sisi, chegou ao poder devido a um golpe militar apoiado pelos Emirados, em 2013, derrubando um presidente eleito da Irmandade Muçulmana.

Um acordo entre a Turquia e o Governo do Acordo Nacional com sede em Trípoli, que alarga as suas fronteiras marítimas aos dois países do Mediterrâneo Oriental, onde a intervenção turca nas guerras da Líbia e da Síria parece ter sustentado os esforços dos Emirados para impulsionar a Europa e, em última instância os EUA, no conflito com a Turquia.

Grécia e Itália, que diziam apoiar o Governo do Acordo Nacional antes da intromissão por parte da Turquia, assinaram um acordo acerca da fronteira marítima com o objetivo de combater os movimentos turcos. O acordo reconhece as águas territoriais gregas, tendo em conta o número de ilhas, de acordo com o direito internacional do mar. O acordo turco-líbio ignora esses direitos, no que diz respeito a diversas ilhas gregas.

Esperava-se que os Emirados Árabes Unidos e seus parceiros no Mediterrâneo Oriental apoiassem o acordo greco-italiano.

 

Os Emirados Árabes Unidos estão confiantes de que as relações da Turquia com os aliados da Organização do Tratado Atlântico Norte, da Europa e dos EUA, resultariam em problemas, incluindo a intervenção militar da Turquia na Líbia, assim como o destino de milhões de pessoas, principalmente, refugiados sírios acolhidos pela Turquia, tal como o relacionamento da Turquia com a Rússia e a aquisição do sistema de defesa antimíssil russo S-400.

Os Emirados Árabes Unidos, há já algum tempo, tem vindo a implementar os alicerces de construção para conseguirem influência no Mediterrâneo Oriental. No entanto o estreitamento das ligações com Israel, uma vez que as relações com a Turquia são complexas, torna complicado. O mesmo acontece com a participação dos Emirados Árabes Unidos em exercícios militares anuais liderados pela Grécia, nos quais Israel, Chipre, Itália e Estados Unidos também fazem parte.

A disputa da Turquia no Mediterrâneo Oriental ganhou relevância depois das expectativas dos Emirados Árabes Unidos terem fracassado, no que diz respeito ao oleoduto planeado em EastMed – visto que este transportaria gás natural dos campos israelitas, cipriotas e libaneses, da Grécia até Itália.

Assim, as exportações do Qatar para a Europa iriam ser substituídas em mais de metade pelo gás do Mediterrâneo.

Entre os que não acreditavam no Qatar, julga-se que os Emirados Árabes Unidos sejam os que mais resistem na tentativa de encontrar um compromisso que coloque fim ao boicote do país do Golfo, liderado pelos Emirados Árabes Unidos e pela Arábia Saudita.

O projeto do oleoduto avaliado em US$ 7 mil milhões, aproximadamente 6 mil milhões de euros, com 2.200 km de extensão, foi interrompido devido às consequências económicas da pandemia do coronavírus e à crise dos preços da energia.

Acreditava-se que no consórcio liderado pela Total, sediada em França, e que abrange a maior empresa de petróleo e gás italiana, a Ente Nazionale Idrocarburi S.p.A e a Novatek, a segunda maior produtora de gás da Rússia, estas empresas parassem de perfurar após a extração total do seu primeiro furo.

Deste modo, a Ente Nazionale Idrocarburi S.p.A e a Total suspenderam os planos que tinham para os seis furos na costa do Chipre, enquanto a ExxonMobil atrasou a exploração dos dois furos que possuía no território. A exploradora norte-americana, Noble Energy, juntamente com a Shell e a Delek Drilling, sediada em Herzliya, possivelmente irá fazer o mesmo no reservatório “Afrodite”, em Israel.

Porém, nada parece parar a Turquia. O Diário Oficial do país anunciou a 30 de maio que a companhia estatal de petróleo, Turkish Petroleum, recebeu 24 licenças de exploração, incluindo as águas na costa das ilhas gregas, Creta e Rodes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Grécia, Nikos Dendias, alertou que o país iria responder ao que chamou de “provocação turca”, caso a Turquia continuasse a colocar a Europa no crescente conflito do Mediterrâneo Oriental.

É algo que amplificaria os esforços dos Emirados Árabes Unidos em restringir ainda mais a Turquia, internacionalmente, mesmo que (por enquanto) as perspetivas de dar um golpe no Qatar sejam diminutas.

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